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Na nova plataforma de IA do EIC Accelerator – Bugs e revisão (SME Instrument)

June 24, 20211,733 words9 min

Em 2021, o EIC Accelerator blended financing (anteriormente SME Instrument Fase 2, subvenção e capital) lançou a sua nova ferramenta de IA, que é uma plataforma online para apresentação de propostas. Devido ao atraso no lançamento e à natureza interativa da ferramenta, muitos bugs e erros foram encontrados por possíveis candidatos. Embora esteja claro que tanto o European Innovation Council (EIC) quanto o Ciclo de Inovação colocaram um excelente trabalho neste projeto elaborado – que ainda deixou muitos candidatos confusos e frustrados.

Revendo a plataforma

Se o objetivo do EIC fosse reduzir a dependência das startups e das pequenas e médias empresas (PME) de terceiros, como redatores profissionais ou consultores, o tiro poderia ter saído pela culatra. Embora todo CEO entenda a necessidade de criar um plano de negócios e carregar o documento, poucos têm tempo ou paciência para preencher formulários aparentemente intermináveis que excedem em muito o trabalho necessário para redigir uma proposta de financiamento.

Na verdade, o feedback dos CEO tem sido que os marcos obrigatórios, os 12 passos pré-definidos da inovação e, especialmente, a utilização do Ciclo de vida de adoção de tecnologia (TALC) para definir uma entrada no mercado e as projeções financeiras não eram aplicáveis aos seus negócios.

A estrutura geral da plataforma, especialmente para a aplicação completa na Etapa 2, dá a impressão de que um estudante de MBA foi designado para tentar fazer com que todos os negócios de inovação se encaixem em um único molde.

Esta abordagem de tamanho único levou à objectificação da inovação que, por definição, anula o objectivo de procurar inovadores em primeiro lugar.

Assume que todas as empresas enfrentarão inevitavelmente segmentos de clientes caracterizados como inovadores, pioneiros, o abismo, a maioria inicial, a maioria tardia e os retardatários, o que não constitui uma distinção relevante para a estratégia comercial da maioria das empresas. Neste ponto específico, não só as projecções de mercado e financeiras, tais como receitas e fluxos de caixa, devem ser planeadas para cada etapa listada, como também é obrigatório abordar cada um destes segmentos, sem excepção. As reclamações frequentes nesta parte têm sido:

  • E se uma empresa não tiver interesse em gastar despesas significativas de marketing e vendas para alcançar retardatários quem é difícil de convencer?
  • E se o abismo não é relevante para uma estratégia comercial específica que tenha distribuidores e retalhistas de grande escala – permitindo assim a escala vertical?
  • Qual é o fluxo de caixa de o abismo parece que deveria ser uma lacuna entre dois segmentos e não um segmento próprio?

Parece que o TALC é uma ferramenta de análise convencionalmente utilizada para olhar para trás, para uma inovação, em vez de uma ferramenta integrada num plano de negócios em fase inicial para estimar uma inovação e a sua aceitação pelo mercado. Identificar o que poderá ser uma barreira ou risco futuro é importante, mas incluir uma lacuna entre os primeiros adoptantes e a maioria inicial, de acordo com um livro publicado em 1991 (“Crossing the Chasm” de Geoffrey A. Moore) parece redundante. Estimar o fluxo de caixa e as receitas para uma possível lacuna parece, na melhor das hipóteses, desnecessário.

O modelo e o conteúdo

Embora o modelo oficial da proposta e o guia para os candidatos reflitam o conteúdo necessário para a candidatura completa, a plataforma solicita uma grande quantidade de conteúdo com fortes sobreposições entre as seções. Embora estivesse claro que as aplicações EIC Accelerator de 2020 já eram muito densas em termos de texto, o EIC parece ter se perguntado:

Que tal removermos todas as imagens, formatações e links do aplicativo e termos ainda mais texto?

Escusado será dizer que é óbvio que os avaliadores não foram consultados nesta decisão. O EIC deve, para bem dos seus candidatos e avaliadores, atualizar a plataforma e permitir que os candidatos adicionem imagens e gráficos nas secções principais das candidaturas. Muitas seções também devem ser removidas, pois provavelmente frustram mais os avaliadores do que os candidatos, mas um artigo futuro será publicado com recomendações específicas.

Bugs e Erros

A lista de erros e bugs a seguir não está completa, mas reflete a experiência de um pequeno número de candidatos que usaram a plataforma até agora. O European Innovation Council e a Agência Executiva para as PME (EISMEA) já foram notificados destes bugs e alguns dos erros já foram corrigidos nas últimas semanas.

Nota: É fácil apontar erros no 1% se o 99% foi muito bem executado. A Plataforma EIC parece muito bem concebida, é elaborada e apresenta um retrato bem planeado de uma inovação. Ainda assim, resta saber se este é o caminho certo para o EIC avançar.

1. Texto excluído

Um candidato teve todos os riscos da Etapa 1 removidos durante a submissão. Isso ficou evidente ao comparar as capturas de tela da janela de envio com a proposta resultante, conforme mostrada após o envio. A análise de risco é uma questão crítica para o EIC Accelerator, o que torna tal falha extremamente prejudicial, mas, felizmente, o requerente apresentou argumentos fortes em outras seções e foi aprovado independentemente.

2. Salvamento automático

Freqüentemente, a plataforma nas etapas 1 e 2 não salvava automaticamente corretamente, o que resultava na rolagem da janela do navegador de volta ao topo e na exibição de uma mensagem de erro genérica. As razões para isso foram inteiramente relacionadas a bugs, já que tentativa e erro mostraram que, muitas vezes, ter 1000/1000 caracteres bloqueava o salvamento automático enquanto 999/1000 passava com sucesso. Como alternativa, remover todas as quebras de linha de um parágrafo também funcionava em alguns casos se a janela não fosse salva automaticamente de maneira adequada. Isto, claro, dificultou a leitura do texto para o avaliador, mas os candidatos não tiveram outra opção.

3. Mensagens de erro

Na cadeia de valor, o principal interveniente poderia ser declarado tanto como “parte do problema” (obrigatório para o principal interveniente) como como “impactado pela solução” (opcional). Se ambas as opções fossem selecionadas, o item recebia uma mensagem de erro independentemente de onde estivesse na cadeia de valor – antes ou depois da solução.

4. Alocação de equipe

A equipe na Etapa 2 não salvou seus dados quando se tratou da alocação do pacote de trabalho (ou seja, selecionando os pacotes de trabalho específicos para cada pessoa). O mesmo ocorreu com a propriedade da empresa dos integrantes da equipe, sendo que todos os dados foram perdidos ao fechar o respectivo painel.

5. Comentários dos avaliadores

Houve casos em que as propostas da Etapa 1 tinham diferentes números de avaliadores (ou seja, 6), mas apenas algumas forneceram uma revisão e comentários.

6. Limites de caracteres

Algumas seções não tinham (ou ainda têm) limite de caracteres. Um exemplo disso é a seção de risco onde 100.000 caracteres poderiam ser adicionados sem problemas. O mesmo ainda é encontrado em algumas outras seções da aplicação completa da Etapa 2.

7. Arrastar e soltar propenso a bugs

Algumas seções que exigem arrastar e soltar não conseguiram salvar seu respectivo conteúdo. Arrastar não foi possível ou não foi salvo automaticamente corretamente, o que significa que acabou em arranjos aleatórios.

8. Sem histórico de atualizações

A Plataforma EIC tem muitas notificações a aparecer, mas o que é necessário é uma lista de atualizações do tipo blog onde os candidatos possam ver todas as alterações feitas nos últimos meses. Isto é especialmente necessário se uma empresa trabalhar no texto da proposta durante várias semanas e depois fizer login na plataforma sem qualquer supervisão sobre o que mudou durante esse longo período de tempo. Esses changelogs já são a norma em muitos setores, portanto a sua adição à plataforma EIC seria muito simples.

9. Erros de exibição

No plano de negócios gerado automaticamente da Etapa 2, a parte “Seus marcos personalizados” exibia “Mês esperado: 0” e só mostrava o mês correto ao clicar em “visualizar” na janela pop-up.

10. Sem opção de exportação

É lamentável que a nova plataforma de IA do EIC não consiga exportar ou importar dados em qualquer formato significativo. Como o texto é adicionado a caixas de texto específicas e com caracteres limitados como texto simples, deveria ser simples gerar um PDF dedicado da proposta completa, mas atualmente isso não faz parte da plataforma.

Conclusão

Os problemas listados acima não são de forma alguma todos os bugs e falhas que estão ou estiveram presentes na plataforma, mas visam fornecer algumas dicas sobre o nível de maturidade que a plataforma apresenta.

O que deve ser enfatizado mais uma vez é que é fácil criticar o 1% defeituoso se o 99% estiver funcionando conforme planejado, portanto, este artigo não pretende de forma alguma desencorajar o uso ou desenvolvimento adicional da plataforma EIC. Pelo contrário, pretende apenas proporcionar uma experiência em primeira (e segunda) mão da sua utilização e potencialmente fazer sugestões para a sua melhoria.

A plataforma atual se sai bem quando se trata de colaboração ao permitir o convite de outros escritores para a plataforma, tem um design bastante moderno, combina caixas de seleção e entrada de texto perfeitamente, salva automaticamente com altíssima precisão e também interliga bem as seções com pouquíssimas falhas

Embora a maioria das questões só sejam relevantes a curto prazo, a única crítica real e a longo prazo que poderia ser feita à plataforma EIC é que esta objectiva a inovação.

Isso força as empresas de ponta que precisam pensar fora da caixa em um molde predefinido. Se você criar uma estrutura rígida que todos os candidatos devem cumprir, apenas as empresas que se conformarem bem brilharão.

Mas estas empresas raramente são os verdadeiros inovadores que os investidores procuram. Isto não irá deter empreendedores, isso irá incentivá-los ainda mais.

Um artigo futuro apresentará uma variedade de sugestões que podem potencialmente melhorar ainda mais a plataforma e torná-la melhor para os candidatos, avaliadores e redatores que a utilizam.

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Expert review for Step 1 and Step 2, suitability assessment and grant screening.

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Eureka Network offers multiple international collaborative R&D programs including Network Projects, Clusters, Eurostars, Globalstars, and Innowwide, with funding ranging from €50K to €6.75M per project depending on the specific program. The network focuses on market-driven innovation and deep-tech development across diverse technology sectors including ICT/Digital, Industrial/Manufacturing, Bio/Medical Technologies, Energy/Environment, Quantum, AI, and Circular Economy. Applicants include SMEs, large enterprises, research organizations, universities, and startups, with Eurostars specifically targeting R&D-performing SMEs.

EIC Transition

EIC Transition provides up to €2.5 million in funding to bridge the 'valley of death' between laboratory research and market deployment, focusing on technology maturation and validation. The program supports single legal entities or small consortia of 2-5 partners including SMEs, start-ups, spin-offs, and research organizations. Technology areas include Health/Medical Technologies, Green/Environmental Innovation, Digital/Microelectronics, Quantum Technologies, and AI/Robotics.

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EIC STEP Scale-Up offers substantial equity investments of €10-30 million for established deep-tech companies ready for hyper-growth and large-scale expansion. The program targets SMEs or small mid-caps with up to 499 employees who have secured pre-commitment from qualified investors. Focus areas include Digital & Deep Tech (Semiconductors, AI, Quantum), Clean Technologies for Net-Zero goals, and Biotechnologies.

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EIC Pre-Accelerator is a pilot program providing €300,000-€500,000 in funding for early-stage deep-tech development and preparation for the EIC Accelerator program. The initiative is exclusively available to single SMEs or small mid-caps from 'Widening countries' to support regional innovation development. The program covers deep-tech innovations across physical, biological, and digital domains.

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EIC Advanced Innovation Challenges is a new pilot program offering €300,000 (Stage 1) and up to €2.5 million (Stage 2) for breakthrough deep-tech solutions through ARPA-style staged funding with demand-side integration. The program targets single entities or small consortia (2-3 partners) including SMEs, start-ups, and research organizations. Focus areas include Physical AI for autonomous robotics and New Approach Methodologies (NAMs) for animal-free biomedical testing, requiring TRL 4 entry with end-user commitment.

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EIC Accelerator

EIC Accelerator provides flexible funding options including blended finance (€2.5M grant + €0.5M-€10M equity), grant-only (up to €2.5M), or equity-only arrangements for scale-up and market deployment of breakthrough innovations. The program targets SMEs, start-ups, and small mid-caps with up to 499 employees, with MedTech/Healthcare representing 35% of funded projects. Other technology areas include Biopharma, Energy, AI, Quantum, Aerospace, Advanced Materials, and Semiconductors.

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Innovation Partnership facilitates collaborative innovation between public and private sectors with typical funding of €1-5 million per project. The program supports cross-sectoral strategic technologies through public-private partnerships and consortia. Projects focus on addressing societal challenges through collaborative innovation approaches.

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The EU Innovation Fund provides substantial funding of €7.5 million to €300 million for large-scale demonstration of innovative low-carbon technologies. The program targets clean energy, carbon capture, renewable energy, and energy storage technologies to accelerate the transition to a low-carbon economy. Applicants include large companies, consortia, and public entities capable of implementing large-scale demonstration projects.

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Innovate UK offers various programs with funding ranging from £25K to £10M depending on the specific initiative, supporting business-led innovation, collaborative R&D, and knowledge transfer. The organization funds projects across all sectors with particular focus on emerging technologies and supports UK-based businesses, research organizations, and universities. Programs are designed to drive economic growth through innovation and technology commercialization.

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Industrial Partnership provides €2-10 million in funding for industrial research and innovation partnerships focusing on manufacturing, industrial technologies, and digital transformation. The program supports industrial consortia and research organizations in developing collaborative solutions for industrial challenges. Projects aim to strengthen European industrial competitiveness through strategic partnerships.

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Eurostars is a joint EU-Eureka program offering €50K-€500K for international R&D collaboration specifically led by SMEs. The program takes a bottom-up approach, accepting projects from all technology fields without predefined thematic restrictions. R&D-performing SMEs must lead the consortium and demonstrate significant R&D activities.

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The LIFE Programme provides €1-10 million in funding for environmental protection, climate action, and nature conservation projects across the European Union. The program supports environmental technologies, climate adaptation strategies, and biodiversity conservation initiatives. Applicants include public authorities, private companies, NGOs, and research institutions working on environmental and climate challenges.

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